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É tempo de Sade na Casa Guilherme de Almeida

Palestras na Casa Guilherme de Almeida discutem facetas do escritor mais polêmico e censurado de todos os tempos.

O tempo é o senhor da razão e costuma rever conceitos e recuperar reputações. Mas não no caso do escritor francês Donatien Alphonse François de Sade, o Marquês de Sade (1740-1814). Em dezembro completaram 200 anos de sua morte e ele continua polêmico e censurado por tratar em suas obras do lado mais sombrio das relações humanas ligadas ao sexo. Até mesmo no Brasil, teve livros seus vetados até a década de 1980, como foi o caso de Justine, que ficou dois séculos inédito no Brasil e só saiu em edição restrita do Círculo do Livro, clube de leitores que adquiriam obras exclusivamente pelos Correios.

Sade se tornou um exemplo extremo das liberdades pregadas pelos ideais da Revolução Francesa e pagou um preço alto por isso. Filho da aristocracia francesa, ele teve várias de suas obras escritas enquanto estava na Prisão da Bastilha. Libertino, teve nome associado à perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro ou parceiros – o sadismo. Por tudo isso e muito mais, merece e precisa ser reavaliado e revisto, como propõe a série de palestras que a Casa Guilherme de Almeida – da Secretaria de Estado da Cultura, gerida pela Poiesis – realiza no próximo sábado, dia 27.

Pesquisadores das áreas de literatura, cinema e histórias em quadrinhos vão fazer reflexões sobre a necessidade de repensar esse que o escritor mais censurado de todos os tempos. Participam do ciclo Antonio Vicente Pietroforte, professor de Semiótica e Linguística Geral da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; Contador Borges, poeta, ensaísta e dramaturgo, possui graduação, mestrado e doutorado em Filosofia pela USP; Gonçalo Junior, jornalista, escritor e pesquisador nas áreas de cinema, imprensa, música e histórias em quadrinhos, autor de Tentação à Italiana – um perfil dos mestres do erotismo; Leandro Cesar Caraça, mestrando em Multimeios pela Unicamp; e Leopoldo Tauffenbach, artista plástico formado pelo Instituto de Artes da UNESP-SP, e mestre e doutorando em Artes pela mesma instituição.

Confira a programação:

É TEMPO DE SADE
27 de Junho de 2015, das 14h às 16h. Local: Casa Guilherme de Almeida Anexo (Rua Cardoso de Almeida, 1943). Entrada Gratuita.
Por Antônio V. Pietroforte, Contador Borges, Gonçalo Junior, Leandro Cesar Caraça, Leopoldo Tauffenb

14h – A literatura de Sade
Com Antônio Vicente Pietroforte e Contador Borges
Serão abordados e debatidos pelos convidados os temas, estilos e formas que permeiam a escrita do Marquês de Sade, bem como o contexto histórico e social em que foi produzida.

15h – Sade e os quadrinhos
Com Gonçalo Junior
Esta palestra tratará das adaptações de Sade para o universo dos quadrinhos, em especial as quadrinizações de Justine, feita por Guido Crepax, e de Os 120 dias de Sodoma, feita pelo brasileiro Rodval Mathias, que se tornou uma obra cult.

16h – Sade e o cinema
Com Leopoldo Tauffenbach e Leandro Cesar Caraça
O debate abordará a questão do sadismo no cinema, especialmente no cinema B e cult, dos anos 1960 e 1970, em filmes como The Bloody pit of horror (1965), de Massimo Pupillo, Saló (1975), de Pier Paolo Pasolini, e Cruel passion (1977), de Chris Borger. Trechos dos filmes serão usados para ilustrar a conversa.

Saiba mais:

Antonio Vicente Pietroforte é professor de Semiótica e Linguística Geral da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), onde fez o bacharelado em Língua Portuguesa e Linguística e o mestrado e o doutorado em Semiótica. Publicou, entre outros, os livros Semiótica visual: os percursos do olhar e Análise do texto visual (2004), Amsterdam SM (2007), e O discurso da poesia concreta (2011), além de haver participado dos dois volumes de Introdução à linguística (2010), organizados por José Luiz Fiorin.

Contador Borges, poeta, ensaísta e dramaturgo, possui graduação, mestrado e doutorado em Filosofia pela USP. Atualmente é professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e pós doutorando em Letras pela Université Paris Diderot, pesquisador do Centre d'Etudes et de Recherces Interdisciplinaires de I'UFR Lettres, Arts, Cinéma (CERILAC). É coordenador e tradutor da coleção "Pérolas furiosas", dedicada às obras do Marquês de Sade. É também tradutor de obras de Gérard de Nerval, René Char e José Kozer.

Gonçalo Junior é jornalista, escritor e pesquisador nas áreas de cinema, imprensa, música e histórias em quadrinhos. Trabalhou nos diários Jornal da Bahia, Tribuna da Bahia, Bahia hoje, Gazeta mercantil e Diário de S. Paulo. Como escritor, ganhou três vezes o Troféu HQ Mix. Sua pesquisa A incrível guerra dos gibis serviu de base para o livro A guerra dos gibis, publicado pela Companhia das Letras e escolhido o melhor livro teórico sobre quadrinhos em 2005.

Leandro Cesar Caraça é mestrando em Multimeios pela Unicamp. Possui diploma de licenciatura em História e pesquisa cinema paulista e cinema de gênero. Ministrou curso no CineSesc e participou do projeto Memória do Cinema, realizado no MIS.

Leopoldo Tauffenbach é artista plástico formado pelo Instituto de Artes da UNESP-SP, e mestre e doutorando em Artes pela mesma instituição. Investiga as relações entre gráfica artística e novas tecnologias e atua como docente de ensino superior. Pesquisador das artes cinematográficas, foi assistente do cineasta Carlos Reichenbach (de 2005 a 2012), em seu projeto Reduto do Comodoro, além de curador e jurado em diversas mostras e festivais.

Serviço:
Casa Guilherme de Almeida Anexo
Rua Cardoso de Almeida, 1943. Tel. 3673-1883.
Entrada franca.
www.casaguilhermedealmeida.org.br

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Visitação: de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.
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