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VIII ENCONTRO DE TRADUTORES DA CASA GUILHERME DE ALMEIDA - TRADUÇÃO E DESLOCAMENTO

29 de Setembro de 2018 | 10h às 17h30


Concepção e coordenação: Simone Homem de Mello

Com Arvi Sepp (Bruxelas / Bélgica), Aurélie Maurin (Berlim / Alemanha), Kathrin Rosenfield (Porto Alegre), Kristina Michahelles (Rio de Janeiro), Marcelo Tápia (São Paulo), Philippe Humblé (Bruxelas / Bélgica), Rosvitha Friesen Blume (Florianópolis), Simone Homem de Mello (São Paulo), Terézia Mora (Berlim / Alemanha)

Quinta-feira, 13 de setembro, das 19h às 21h
Sexta-feira, 28 de setembro, das 19h às 21h
Sábado, 29 de setembro, das 10h às 17h30
Domingo, 30 de setembro, das 10h às 18h


Parcerias
:

Pós-Graduação em Estudos da Tradução (POET) da Universidade Federal do Ceará (UFC) TOLEDO – Um projeto promovido pela Robert Bosch Stiftung e pelo Deutscher Übersetzerfonds

Vrije Universiteit Brussel (Universidade Livre de Bruxelas)

Apoios:

Brussels Institute for Applied Linguistics / Vrije Universiteit Brussel

CLIV – Centrum voor Literatuur in Vertaling (Centro para Literatura em Tradução) /

Universiteit Gent e Vrije Universiteit Brussel

Deutscher Übersetzerfonds (Fundo Alemão de Tradutores)

Goethe-Institut São Paulo

Robert Bosch Stiftung (Fundação Robert Bosch)


O encontro aborda a literatura do ponto de vista do deslocamento entre territórios, entre línguas e entre culturas, com destaque ao papel da tradução. Convidados da Europa e do Brasil discutem o lugar da tradução em contextos de migração, a literatura de exílio, a escrita literária numa segunda língua do autor, bem como a tradução como espaço de deslocamento.

A oitava edição do TRANSFUSÃO foi concebida em consonância temática com o "I Colóquio Migração e Tradução", da Pós-Graduação em Estudos da Tradução (POET) da Universidade Federal do Ceará (UFC), que ocorre de 24 a 28 de setembro no Centro de Humanidades do campus de Fortaleza, em parceria com a Vrije Universiteit Brussel. 


PROGRAMAÇÃO


Sexta-feira, 13 de setembro

19h - 21h
TERÉZIA MORA, ESCRITA ENTRE LÍNGUAS
Com Terézia Mora (Berlim) e Simone Homem de Mello (São Paulo)

Em parceria com o Goethe Institut São Paulo

Por ocasião do lançamento brasileiro do romance Todo Dia, primeiro livro da escritora húngara Terézia Mora traduzido para o português, a autora conversa sobre sua prática literária numa segunda língua, o alemão, e sobre a tradução e o trânsito entre idiomas, temas estes também presentes na caracterização do protagonista desta obra recém-publicada em tradução de Aldo Medeiros.


Sexta-feira, 28 de setembro

Uma iniciativa TOLEDO ON TOUR

A programação do primeiro dia do encontro recebe o incentivo de TOLEDO – Programa promovido pela Robert Bosch Stiftung e pelo Deutscher Übersetzerfonds


19h - 19h30 – Abertura
TRANSFUSÃO – VIII ENCONTRO DE TRADUTORES DA CASA GUILHERME DE ALMEIDA
Com Marcelo Tápia (São Paulo, Rede de Museus-Casas Literários) e Simone Homem de Mello (São Paulo, Casa Guilherme de Almeida)

A abertura do evento inclui a apresentação da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, do Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida e do programa desta oitava edição do encontro.


19h30 - 20h30 – Palestra
STEFAN ZWEIG RETRADUZIDO
Por Kristina Michahelles (Petrópolis, Casa Stefan Zweig)

A obra de Stefan Zweig (1881-1942), escritor judeu austríaco ameaçado pelo nazismo e imigrado para o Brasil em 1940, é objeto de reflexão da palestrante – tradutora do autor em questão e diretora da Casa Stefan Zweig, em Petrópolis. A palestra abordará a necessidade de retradução dos clássicos e a motivação da tradutora em retornar à obra de Zweig. Também será apresentado o projeto Canto dos Exilados, do qual a palestrante participou como roteirista: uma série documental para TV que resgata a memória de refugiados do nazismo e a sua contribuição cultural para o Brasil.



Sábado, 29 de setembro

10h - 11h – Palestra
TRADUÇÃO E DESLOCAMENTO
Por Simone Homem de Mello (São Paulo, Casa Guilherme de Almeida)

A obra do filósofo Vilém Flusser (1920-1991), tcheco de expressão alemã refugiado do nazismo no Brasil em 1941, é tomada como ponto de partida para uma reflexão sobre a função do deslocamento – entre lugares, culturas e línguas – na mobilização da tradução como uma técnica cultural. Além de apresentar algumas linhas de reflexão suscitadas pelo tema do encontro, a palestra discute o deslocamento como um movimento da própria arte literária, suplementado pela intervenção de operações tradutórias.


11h - 12h – Palestra
AUTORA JAPONESA, TEXTO ALEMÃO, TRADUTORA INGLESA: SOBRE FLUIDEZ E VISIBILIDADE NUMA EXPERIÊNCIA TRADUTÓRIA
Por Rosvitha Friesen Blume (Florianópolis, UFSC)

O propósito dessa fala é discutir a tradução experimental de um texto alemão da autora Yoko Tawada, Portrait einer Zunge (2002), ao inglês, pela professora e tradutora Chantal Wright. O fio condutor será uma aproximação entre o conceito de fluidez que permeia a obra da escritora japonesa radicada na Alemanha e o de visibilidade tradutória, que define a abordagem experimental da teórica inglesa. A radicalidade dessa experiência tradutória deverá promover reflexões sobre o papel autoral da figura do tradutor e, ao mesmo tempo, de seu status transeunte entre línguas e culturas.


14h - 17h30 – Mesa-Redonda
TRADUÇÃO E EXÍLIO
Por Arvi Sepp (Bruxelas, Vrije Universiteit Brussel) e Philippe Humblé (Bruxelas, Vrije Universiteit Brussel)

A relação entre tradução e exílio será tematizada nesta mesa do ponto de vista do multilinguismo, do deslocamento e de suas respectivas implicações metodológicas para os estudos da tradução. Partindo da concepção de tradução literária como prática política e cultural, os palestrantes pretendem demonstrar como a tradução pode ser usada no exílio para dar voz a narrativas silenciadas e dissidentes. Também se pretende mostrar em que medida a tradução representa uma reação contra os discursos de propaganda impostos por regimes antidemocráticos e pelo cenário editorial no país de origem do autor.


17h30 - 18h30 – Exibição
CANTO DOS EXILADOS
Apresentação: Alberto Dines; direção: Leonardo Dourado; roteiro e textos: Kristina Michahelles; coprodução: Telenews (RJ), Arte 1, RioFilme; 2016.

O filósofo Vilém Flusser, o crítico literário Anatol Rosenfeld e o escritor Stefan Zweig são os intelectuais retratados neste episódio da série documental de TV "Canto dos Exilados", dedicada à memória dos refugiados do nazismo que imigraram para o Brasil entre 1933 e 1945, e às suas contribuições à cultura brasileira.



Domingo, 30 de setembro

Uma iniciativa TOLEDO ON TOUR no Dia Internacional da Tradução (comemorado na data de morte de São Jerônimo, tradutor da Bíblia)
A programação do último dia do encontro recebe o incentivo de TOLEDO – Programa promovido pela Robert Bosch Stiftung e pelo Deutscher Übersetzerfonds


10h - 12h – Palestra
CURT MEYER-CLASON, O TRADUTOR MIGRANTE, E A "MATÉRIA VERTENTE" DE JOÃO GUIMARÃES ROSA
Por Kathrin Rosenfield (Porto Alegre, UFRGS)

A palestra pondera sobre fato e ficção na obra e na vida do tradutor migrante Curt Meyer-Clason, suspeito de ter sido espião nazista no Brasil. Partindo das características da sua tradução alemã de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, ou seja, a supressão da ambivalência e da dimensão metafísica do original, a palestrante pretende apontar possíveis razões dessas opções e associá-las a dados ainda bastante vagos da biografia e da autobiografia do tradutor.  Nessa reflexão, ela trava um diálogo com o tradutor Berthold Zilly, que está retraduzindo o Grande Sertão: Veredas para o alemão, e com as historiadoras Priscila Perazzo e Taís Lucas, que comentam documentos do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) segundo os quais Meyer-Clason teria sido um espião da rede nazista no Brasil. 


14h - 16h30 – Palestra
TOLEDO – TRADUTORES NO INTERCÂMBIO DE CULTURAS
Por Aurélie Maurin (Berlim, Programa TOLEDO)

Uma iniciativa alemã – promovida pela Fundação Robert Bosch e pelo Deutscher Übersetzerfonds – incentiva, desde janeiro de 2018, tradutores literários a exercer ativamente o papel de mediação entre culturas e espaços linguísticos diversos. Denominada TOLEDO, em referência à cidade espanhola que foi palco da convivência de diferentes culturas e línguas, de uma colaboração científica e filosófica entre as mesmas e da efervescência da atividade tradutória durante a Idade Média, este projeto será apresentado por sua diretora, que também pretende abordar o papel da tradução no atual contexto europeu, com suas novas migrações.


16h30 - 17h30 – Visita ao Museu
GUILHERME DE ALMEIDA TRADUTOR
Por Marcelo Tápia (São Paulo, Rede de Museus-Casas Literários)

Uma visita ao primeiro museu biográfico-literário de São Paulo, conduzida pelo diretor da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, apresentará a contribuição do poeta Guilherme de Almeida como um tradutor chave para se compreender uma tradição inovadora da tradução poética no Brasil.


Grátis

 



Arvi Sepp
estudou Filologia Germânica, Sociologia e Teoria Literária em Leuven, Louvain-la-Neuve (Bélgica), Berlim e Gießen (Alemanha). Trabalha como professor de Literatura e Cultura Alemãs na Universidade de Antuérpia e de Estudos da Tradução e Alemão na Universidade Livre de Bruxelas (VUB). Por seu trabalho como pesquisador, recebeu diversas premiações, como o Fritz Halbers Fellowship Award (Leo Baeck Institute, Nova York, EUA), o Tauber Institute Research Award (Brandeis University, Waltham, EUA), o Memorial Foundation for Jewish Culture Award (Nova York, EUA), e o Prix de la Fondation Auschwitz (Bruxelas / Bélgica). Suas publicações se concentram nas áreas de estudos da tradução, estudos autobiográficos, literatura judaico-alemã e teoria literária. É autor do estudo Topographie des Alltags. Eine kulturwissenschaftliche Lektüre von Victor Klemperers Tagebüchern 1933-1945 (2016).

Aurélie Maurin
estudou Letras e Linguística em Paris. Vive desde 2000 em Berlim, onde hoje dirige o programa TOLEDO, da Fundação Robert Bosch e do Fundo Alemão de Tradutores. Trabalha como tradutora literária, curadora, diretora de coleções editoriais ("VERSschmuggel", editora Das Wunderhorn) e como editora (revista literária la mer gelée, da editora Nouvel Attila). Em 2016, foi vice-diretora da rede de escritores Freie Literaturszene Berlin e porta-voz da área de literatura na Koalition der Freien Szene. Também fez parte de comissões da Prefeitura de Berlim para projetos de fomento à cultura, como City Tax-Kulturmittel, e para a concessão de bolsas destinadas a escritores. Como tradutora literária, trabalhou com a obra de autores como Thomas Brasch e Christian Prigent. Sua tradução mais recente é L’homme qui croyait encore aux cigognes (2018), de Thomas Rosenlöcher, publicada pela editora Nouvel Attila, em Paris.

Kathrin Rosenfield
é professora titular no Departamento de Filosofia Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atuante nos departamentos de Filosofia e programas de pós-graduação em Filosofia e em Letras na mesma universidade. Ganhou o prêmio Mario de Andrade pelo ensaio "Desenveredando Rosa – a obra de João Guimarães Rosa".  Sua produção contempla autores tão diversos como Machado de Assis, Hegel e Aristóteles, Heinrich von Kleist e Clarice Lispector, T. S. Eliot, Gilberto Freyre e Sófocles. Publicou recentemente Antígona – Intriga e Enigma. Sófocles lido por Hölderlin (2016); J. M. Coetzee – Sobre a Censura (organização e posfácio em coautoria com Lawrence Flores Pereira, 2016); Robert Musil – Uniões (cotradução, com Lawrence Flores Pereira e aparato crítico, 2018)

Kristina Michahelles
é jornalista, tradutora literária e diretora executiva da Casa Stefan Zweig em Petrópolis. Traduziu mais de 40 livros, entre os quais obras de Hermann Hesse, Elias Canetti, Thomas Mann e Stefan Zweig. Coordenou diversas oficinas de tradução do alemão para o português. Desde 2008, faz parte do grupo que transformou a última residência de Stefan Zweig, em Petrópolis (RJ), em um museu-casa e um memorial do exílio.

Marcelo Tápia
, poeta, ensaísta e tradutor, é graduado em Letras (Português e Grego), doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada e pós-doutorando em Letras Clássicas pela USP. Autor de cinco livros de poemas – reunidos no volume Refusões, ed. Perspectiva, 2017 –, traduziu, entre outras obras, o romance Os passos perdidos, de Alejo Carpentier. É professor do Tradusp – Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da FFLCH-USP. Dirige os museus Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida e Casa Mário de Andrade, entidades da Secretaria de Estado da Cultura, que formam a Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo.

Philippe Humblé
 estudou Filologia Românica na Katholieke Universiteit te Leuven (Bélgica) e fez doutorado sobre lexicografia bilíngue na Universidade Federal de Santa Catarina e na University of Birmingham. Durante 25 anos, foi professor de língua literatura e cultura espanholas, lexicografia bilíngue e tradução literária na Universidade Federal de Santa Catarina. Residente na Bélgica desde 2009, ensina tradução e cultura de língua espanhola, bem como comunicação intercultural na Vrije Universiteit Brussel. Entre suas publicações, destacam-se o livro Dictionaries and Language Learners (Haag und Herchen, 2001), artigos sobre a relação entre tradução/interpretação e interculturalidade, sobre o uso de corpora nos estudos da tradução e sobre a tradução de literatura escrita por imigrantes.

Rosvitha Friesen Blume
 é doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com estágio pós-doutoral na Albert-Ludwigs-Universität Freiburg, Alemanha.  Atua como professora na graduação em Letras / Alemão e na Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC. Sua pesquisa, principais publicações e orientações se concentram na área da tradução literária, com ênfase nas relações de poder envolvidas nos processos tradutórios. Como tradutora, publicou ensaios literários de Herta Müller e contos de Gabriele Wohmann, Judith Hermann e outras autoras em português do Brasil.

Simone Homem de Mello
 é autora e tradutora literária. Sua poesia está publicada nos livros Périplos (2005) e Extravio marinho (2010), Terminal à Escrita (2015) e em antologias brasileiras e estrangeiras. Escreveu os libretos das óperas Orpheus Kristall (composição de Manfred Stahnke, Munique, 2002), Keine Stille auβer der des Windes (composição de Sidney Corbett, Bremen, 2007) e UBU – Eine musikalische Groteske (composição de Sidney Corbett, Gelsenkirchen, 2012). Como tradutora, dedica-se à poesia moderna e contemporânea de língua alemã. Desde 2011, trabalha como coordenadora do Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida. Seus mais recentes livros são Histórias em Imagens e Versos – Wilhelm Busch traduzido por Guilherme de Almeida (2017) e Editando o Editor: Guilherme Mansur (2018).

Terézia Mora
, escritora húngara radicada na Alemanha, se tornou conhecida por sua prosa narrativa escrita em alemão: Seltsame Materie (1999), Alle Tage (2004; Todo Dia, publicado no Brasil em 2018, em tradução de Aldo Medeiros), Der einzige Mann auf dem Kontinent (2009), Das Ungeheuer (2013), Die Liebe unter Aliens (2016). Também escreve roteiros para cinema e peças de teatro e radiofônicas, além de ensaios. Membro da Academia das Artes de Berlim, recebeu diversos prêmios literários, como o Georg Büchner Preis, em 2018. Traduz para alemão autores húngaros, entre os quais Péter Esterházy, István Örkény, Péter Zilahy, Lajos Parti Nagy, Gábor Németh e Zsófia Bán.

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HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO MUSEU
Agendamento de visita (grupos): 55 11 3672-1391 | 3868-4128
Visitação: de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.
Atividades culturais e educativas: de terça a sexta-feira, das 19h às 21h, e aos finais de semana, das 10h às 19h
(consultar programação).

CASA GUILHERME DE ALMEIDA
CENTRO DE ESTUDOS DE TRADUÇÃO LITERÁRIA

55 11 3673-1883 | 3803-8525 | contato@casaguilhermedealmeida.org.br
Museu: R. Macapá, 187 - Perdizes | CEP 01251-080 | São Paulo
Anexo: R. Cardoso de Almeida, 1943 | CEP 01251-001 | São Paulo

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