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Curso



OBRAS ABERTAS: HISTÓRIA SINCRÔNICA DA LITERATURA

20 de Setembro de 2019 | 19h às 21h
Por André do Amaral
Aula 7

Sextas-feiras, 9, 16, 23 e 30 de agosto; 6, 13, 20 e 27 de setembro, das 19h às 21h

Diz-se hermética toda poesia que resiste, de imediato, à leitura e, posteriormente, à interpretação, ainda que de todo hermetismo emane, como contraponto, uma provocação ao hermeneuta.   A poesia hermética, nascida da mística e da relação com o sagrado, flutua entre o inefável e o indizível e atinge, não raro, certo grau de ininteligibilidade, o que consequentemente gera recusa por parte do leitor, incapaz de decodificar a esperada mensagem instrutiva do texto.  De Góngora a Gertrude Stein, Blake a Orides Fontela, o hermetismo tem lugar na poesia de todos os tempos e lugares – nos gregos, nos barrocos, nos modernos e nas vanguardas, por exemplo – e não se resume à incompreensão dos significados: tem a ver, também, com os limites culturais e os padrões de percepção estética, afinal, o que é considerado difícil hoje pode ter sido comum do gosto de antes (ou será o do amanhã). Neste ciclo, portanto, a proposta do curso Obras Abertas é pôr em movimento a longa tradição do hermetismo poético através de leituras em rede. Para isso, serão estudados autores diversos, em perspectiva sincrônica, a começar e terminar por escritores brasileiros, de modo a responder aos embates entre poetas e críticos contemporâneos acerca do tema. Cada um desses autores, por sua vez, servirá como ponto de partida para a descoberta de outras constelações.


Programa de aulas:

  1. Das dificuldades de ler o impossível: uma tentativa de abertura teórica

  2. Sousândrade: “O Guesa”, leitura errante

  3. Stéphane Mallarmé: “Um lance de dados” & outros lances

  4. Juan Eduardo Cirlot: “80 sonhos” sobre as vanguardas 

  5. Paul Celan: a poesia como (i)legibilidade do mundo 

  6. Jorge De Sena: “Quatro sonetos a Afrodite Anadiómena”, sentir o sentido

  7. Ungaretti: “A alegria” difusa

  8. Ana Hatherly: “Leonorana” ou 32 variações sobre o silêncio

  9. e. e. cummings: “poem(a)s” intraduzidos por Augusto de Campos

  10. Sérgio Medeiros: “Trio Pagão”, experiência-limite da poesia brasileira e depois



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Grátis

 


André do Amaral 
é bacharel em Teologia pela Escola Superior de Teologia de São Leopoldo/RS (EST), Mestre em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Doutor em Letras pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP). Há cinco anos dedica-se ao estudo da Poesia Experimental Portuguesa, mais especificamente à obra poética de Ana Hatherly.  É também poeta, com dois livros publicados: Fio no Pescoço (2009) e Panapaná: desenho pedagógico (2019).

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