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Editorial

O quarto número da revista Re-Produção traz contribuições de críticos e pesquisadores sobre música, cinema e teatro, com ênfase a processos tradutórios que se observam na apropriação da linguagem verbal por outras artes.

 

O destaque temático é a complexidade do acesso à palavra proporcionado pela música, especialmente em tendências que lidam com o limiar entre o popular e o erudito. O fato de a Bossa Nova conjugar tradições tão diversas como o samba, o jazz e o dodecafonismo conforme difundido no Brasil por Hans-Joachim Koellreutter não necessariamente a torna mais traduzível, segundo revela a trajetória de sua recepção nos EUA, abordada em artigo de Charles Perrone. Na reflexão de Lilia de Oliveira Rosa sobre o diálogo do compositor L. C. Vinholes com John Cage e Pierre Boulez, percebe-se a importância dos gestos verbais cotidianos para as composições deste pioneiro da música aleatória no Brasil, que também foi o secretário de Koellreuter na Escola Livre de Música de São Paulo. O reverso desse movimento se nota na tendência de os compositores da chamada vanguarda paulista, caracterizada de forma panorâmica no artigo de Denise Soares, articularem a musicalidade popular com a linguagem literária, especialmente com a poesia. E duas das mais promissoras cantoras brasileiras da nova geração, Iara Rennó e Lívia Nestrovski, entrevistadas para esta edição da revista, indicam caminhos de prosseguimento dessa exploração dos limites entre o popular e o erudito, entre musicalidade e textualidade.

 

O foco temático de cinema reúne colaborações de pesquisadores que, ao longo de 2017, participaram da programação do Núcleo Cinematographos, na Casa Guilherme de Almeida. Flávio Ricardo Vassoler faz uma apreciação do filme Contra todos (2004), na qual relaciona os conflitos da trama de Roberto Moreira à barbárie social de nossos dias. João Eduardo Hidalgo apresenta um panorama da carreira de Pedro Almodóvar a partir de suas obras mais recentes. Finalmente, o pesquisador Caio Sarak analisa alguns trabalhos de Truffaut e Park Chon-wook, análogos entre si, à luz da Filosofia da composição, de Edgar Allan Poe.

 

Em artigo sobre um dos momentos mais exitosos de Guilherme de Almeida como tradutor, Jaa Torrano avalia a transposição da Antígone, de Sófocles, para a língua portuguesa, remetendo-se à encenação do texto em agosto de 1952 no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo.

 

O conjunto de artigos deste número compõe, em síntese, uma reflexão multifacetada sobre as possibilidades da palavra em artes diversas.

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