Paul Leni em Hollywood
O alemão Paul Leni (1885-1929), pioneiro do cinema expressionista, definiu uma nova corrente de filmes de horror para as produções hollywoodianas. Os Encontros “Cinematographos” de agosto e setembro relembram duas das mais representativas obras de Leni, comentadas por Guilherme de Almeida em sua coluna de crítica para o jornal O Estado de S. Paulo.
O HOMEM QUE RI (The man who laughs, 1928)
Inspirado no clássico de Victor Hugo, este marco do cinema de horror conta a história de uma jovem nobre que é executada a mando do rei James em 1690. Seu filho, ainda bebê, tem seu rosto desfigurado e é jogado à sorte. Anos mais tarde, junta-se a um circo, onde passa a ser conhecido como “o homem que ri”, em referência às marcas deixadas pelo despótico monarca que matou sua mãe.
Na ocasião será lida e comentada a crítica ao filme, escrita por Guilherme de Almeida em 1929.
Donny Correia, poeta e cineasta, é mestre em Estética e História da Arte pela USP e bacharel em Letras – tradutor e intérprete pelo Centro Universitário Ibero-Americano (Unibero). Realizou os curtas experimentais Anatomy of decay, Braineraser e Totem, este selecionado para a 34ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e Prêmio Canal Brasil, e In carcere et vinculis. Publicou os livros de poesia O eco do espelho (2005), Balletmanco (2009) e Corpocárcere (2013). É coordenador de programação da Casa Guilherme de Almeida.
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