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VI TRANSFUSÃO – ENCONTRO DE TRADUTORES LITERÁRIOS DA CASA GUILHERME DE ALMEIDA (17/09)

17 de Setembro de 2016 | 10h às 18h

“ESCOLA DE TRADUTORES”
Curadoria: Marcelo Tápia e Simone Homem de Mello

Dias 17-18 de setembro de 2016

Em sua sexta edição, o TRANSFUSÃO apresenta – por meio de mesas-redondas e palestras com convidados do Brasil e do exterior – múltiplas trajetórias de aprendizado da tradução literária e coloca em discussão em que medida e por quais meios se pode ensinar essa arte. Em referência direta a um livro significativo do tradutor e ensaísta húngaro-brasileiro Paulo Rónai, o tema “Escola de Tradutores” também remete a iniciativas históricas de intercâmbio entre praticantes da tradução, desde a lendária escola medieval de Toledo até a Associação Brasileira de Tradutores (ABRATES). O propósito do encontro é expor diversos pontos de vista sobre a ensinabilidade da tradução literária, das perspectivas de escritores-tradutores, tradutores profissionais, editores, pesquisadores e acadêmicos.


10h | Abertura
TRANSFUSÃO – VI EDIÇÃO
Por Marcelo Tápia e Simone Homem de Mello


10h30 | Palestra
PAULO RÓNAI TRADUTOR
Por Nelson Ascher

Paulo Rónai é amplamente prestigiado como um tradutor poliglota e prolífico, dedicado a iniciativas de longo fôlego, como a Comédia humana, de Balzac, ou Mar de histórias, antologia do conto mundial que organizou e traduziu com Aurélio Buarque de Holanda. Esta palestra enfoca um capítulo menos conhecido de sua obra tradutória: a antologia de poesia moderna brasileira Brazilia Uzen (Mensagem do Brasil), que publicou em sua tradução para o húngaro em 1939. Foi por meio desse trabalho e por seu interesse pela língua portuguesa que Rónai entrou em contato com círculos intelectuais brasileiros, o que veio a possibilitar sua fuga da perseguição antissemita e sua imigração para o Brasil, em 1941.


12h | Intervalo para almoço


14h | Mesa-redonda
A ESCOLA DE TRADUTORES DE PAULO RÓNAI
Com Marileide Dias Esqueda e Zsuzanna Spiry

Em diversas obras ensaísticas – como Babel e Antibabel, Escola de tradutores, A tradução vivida, Como aprendi o português e outras aventuras – Paulo Rónai refletiu sobre sua afinidade com múltiplos idiomas, autores e literaturas e sua vivência como tradutor e mediador entre culturas. Nessas obras, sua concepção de tradução, extraída de sua prática tradutória, é permeada por vestígios autobiográficos e pela discussão de abordagens tradutológicas e linguísticas de pensadores contemporâneos. As palestrantes, especialistas na obra de Rónai, exporão e discutirão a especificidade de sua reflexão como tradutor.


15h30 | Coffee-break


16h | Palestra
O ACERVO PAULO RÓNAI
Por Antonio Dimas

Composto por mais de 7.800 livros e mais de 60 mil documentos, entre os quais cartas, diários e anotações, o acervo bibliográfico e documental de Paulo Rónai representa um patrimônio de relevância não apenas para os Estudos da Tradução, mas também para o estudo do cenário intelectual brasileiro na segunda metade do século XX. O palestrante – um dos pareceristas que julgaram a importância de esse acervo ser incorporado à Universidade de São Paulo – apresenta a diversidade e a especificidade da coleção que ainda se encontra em poder da família Rónai.


17h30 | Coffee-break


18h | Lançamento
ANTÍGONA: A MÁQUINA DE IDEIAS
Com Kathrin Rosenfield e Simone Homem de Mello

Com apoio da Casa Guilherme de Almeida, a Editora Perspectiva publica “Antígona”: A máquina de ideias, estudo da pensadora austríaca Kathrin Rosenfield sobre a peça de Sófocles na tradução de Friedrich Hölderlin para o alemão. Anteriormente editada nos Estados Unidos sob o título de Antigone: Sophocles' Art, Hölderlin's Insight, a obra – traduzida agora para o português pela própria autora – faz uma leitura sutil da tradução dessa tragédia grega antiga pelo poeta alemão, demonstrando que muitas vezes a inteligência poética do tradutor supera – em termos de sagacidade crítica – o trabalho filológico de traduções acadêmicas. O lançamento do livro, com seção de autógrafos, será precedido por uma conversa com a autora sobre a obra. 




Antonio Dimas
é professor titular de literatura brasileira na Universidade de São Paulo (USP). Lecionou em instituições nacionais e estrangeiras, tais como PUC-RS, UFPB, UFPA, UFRGS, UNIR (Vilhena), Université de Rennes, Universidade de Illinois (Urbana-Champaign), Universidade da Califórnia (Los Angeles) e Universidade do Texas (Austin). Publicou antologias de Gregório de Matos, Márcio Souza, Aluísio Azevedo, Aníbal Machado, Olavo Bilac e José Veríssimo. Entre seus livros, destacam-se: Tempos eufóricos (1983), Espaço e romance (1985) e Bilac, o jornalista (2006, Prêmio Jabuti 2007).

Kathrin Holzermayr Rosenfield
 é professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), graduada em Letras pela Université de Paris III (Sorbonne-Nouvelle), com mestrado em Antropologia Histórica pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e doutorado em Ciência da Literatura pela Universidade de Salzburg (Áustria). Entre suas obras ensaísticas destacam-se A linguagem liberada (1989), Grande sertão: veredas – Roteiro de leitura (1992), Sófocles & Antígona (2002), Estética (2006) e Antigone: Sophocles’ Art, Hölderlin’s Insight (2010).

Marcelo Tápia
, poeta, ensaísta e tradutor, é graduado em Letras (Português e Grego) e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH/USP. Autor de cinco livros de poemas, traduziu, entre outras obras, os romances Os passos perdidos (2008) e O reino deste mundo (2010), de Alejo Carpentier. É coorganizador do livro Transcriação (2013), de Haroldo de Campos. Tem ministrado cursos nas áreas de literatura e teoria da tradução em diversas instituições. Atualmente, é professor pleno do Tradusp – Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da FFLCH-USP. Dirige o museu Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária.

Marileide Dias Esqueda 
é graduada em Tradução (Português-Inglês) pela Universidade do Sagrado Coração de Bauru (1995), mestra em Linguística Aplicada (Tradução) (1999) e doutora em Linguística Aplicada (Tradução) pela Unicamp (2005). É professora da Universidade Federal de Uberlândia, atuando no curso de Tradução. Entre seus artigos publicados em revista se destacam “Jacques Derrida e esta estranha instituição chamada literatura” (Tradução & Comunicação: Revista Brasileira de Tradutores, 2009) e “O tradutor Paulo Rónai: o desejo da tradução e do traduzir” (Revista Sínteses do Instituto de Estudos da Linguagem, 2005).

Nelson Ascher
 é tradutor, poeta, escritor, jornalista e crítico literário. Filho de pais húngaros, seu nome se tornou expressivo como um dos grandes difusores da literatura húngara no Brasil, juntamente com Paulo Rónai (1907-1992), Paulo Schiller (1952), Ildikó Sütö (n.d.) e Ladislao Szabo (1958). Trabalhou na redação da Folha de S.Paulo entre 1980 e 2008, e foi mentor e editor da Revista USP. Colaborou com Boris Schnaiderman (1917) na tradução de A Dama de Espadas, de Aleksander Pushkin (1799-1837), que recebeu o Prêmio Jabuti de Tradução em 2000. Organizou, com Régis Bonvicino e Michael Palmer, a antologia Nothing the Sun could not explain: 20 Contemporary Brazilian Poets.

Simone Homem de Mello
 é autora e tradutora literária. Sua poesia está publicada nos livros Périplos (2005), Extravio marinho (2010) e Terminal, à escrita (2015) e em antologias brasileiras e estrangeiras. Escreveu os libretos das óperas Orpheus Kristall (composição de Manfred Stahnke, Munique, 2002), Keine Stille auβer der des Windes (composição de Sidney Corbett, Bremen, 2007) e UBU – Eine musikalische Groteske (composição de Sidney Corbett, Gelsenkirchen, 2012). Como tradutora, dedica-se à poesia moderna e contemporânea de língua alemã. Desde 2011, trabalha como coordenadora do Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida.

Zsuzsanna Spiry
é doutoranda em Estudos da Tradução pelo Tradusp, mestre em Tradução pela USP (FFLCH/USP) e especialista em Tradução lato sensu (Inglês), também pela USP. Sua investigação da obra de Paulo Rónai, tanto na Hungria como no Brasil, enfoca o papel da tradução literária no sistema literário húngaro e numa tradição filológica humanista. Escreveu, entre outros, a dissertação Paulo Rónai, um brasileiro “made in Hungary” (2009). Na edição de maio-junho/2015 do Suplemento Literário de Minas Gerais, publicou “Com que Fita Métrica se Mede uma Amizade?”, um estudo da relação de João Guimarães Rosa com o crítico Paulo Rónai.

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