Curadoria: Rudá K. Andrade
Esta mostra apresentará filmes e vídeos que dialogam com o conceito de antropofagia, seja no plano estético, seja no temático. A seleção oferece uma perspectiva antropofágica da experiência do caminhar, do flanar que inventa itinerários, roteiros abertos à poesia e à experimentação. A antropofagia que vê nos processos sua própria razão de ser.
Programação
Orgia ou O homem que deu cria (1970)
De João Silvério Trevisan
Sábado, 1º de dezembro, às 15h
Clássico do escritor e dramaturgo João Silvério Trevisan, esta produção foi proibida pela censura em 1970 e, por isso, jamais pôde ser exibida comercialmente. Na ocasião, o diretor estará presente para comentar a saga da realização de sua obra.
Como era gostoso o meu francês (1971)
De Nelson Pereira dos Santos
Terça-feira, 11 de dezembro, às 18h
Filme baseado nos diários de Hans Staden, que narra as desventuras de um navegador francês capturado por índios antropófagos. A sessão será seguida de conversa com o curador da mostra, Rudá K. Andrade.
Curtas-metragens de Rudá K. Andrade
Quarta-feira, 12 de dezembro, às 18h
Sequência de curtas-metragens dirigidos pelo curador da mostra. Serão exibidos: Luz vadia (2005), Gigante de Jequitinhonha (2005), Postumus(2001), Castelar (2012) e Vissungo com angu (2013).
Hitler 3º Mundo (1968)
De José Agrippino de Paula
Quinta-feira, 13 de dezembro, às 18h
O clássico perdido de Agrippino (autor do celebrado livro PanAmérica), cuja montagem foi feita por Rudá Andrade, será exibido pela primeira vez na Sala Cinematographos.
O homem do pau-brasil (1981)
De Joaquim Pedro de Andrade
Sexta-feira, 14 de dezembro, às 18h
Última produção dirigida por Joaquim Pedro de Andrade, o filme baseia-se no contexto e nas memórias do modernismo paulista para prestar homenagem à figura de Oswald de Andrade e seu Manifesto Antropófago.
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Grátis
João Silvério Trevisan é romancista, contista, ensaísta, roteirista, diretor e dramaturgo, nascido em 1944. Em 1973, viajou para a Califórnia, nos Estados Unidos, e entrou em contato com o movimento guei. De volta ao Brasil, em 1978, participou da fundação do jornal Lampião da Esquina e o Somos — Grupo de Afirmação Homossexual. Em 1982, atendendo a um pedido da editora britânica Gay Men’s Press, começou as pesquisas para escrever uma história da homossexualidade no Brasil. Tem uma obra extensa publicada. Destaques para Pai, pai (2017) e Devassos no paraíso: A homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade (quarta edição, lançada em 2018).
Rudá K. Andrade é graduado em História e mestre em História Social, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Desde 2002, desenvolve diversos trabalhos na área cultural, em especial no audiovisual e no desenvolvimento de pesquisa histórica. Foi curador dos projetos Somos todos Antropófagos, em Santos, e Vozes do Tempo, na PUC-SP. Em 2005, codirigiu Somos Todos Sacys, documentário que aborda a importância da tradição oral popular brasileira por meio da figura do sacy. Realizou uma série de documentários sobre saberes tradicionais em Minas e em São Paulo. Foi curador da exposição O Sacy, no Parque da Água Branca, em 2014. É curador da exposição #ocupasacy, no SESC Interlagos.
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Visitação até 8 pessoas
Terça a sexta-feira, das 10h às 17h30
Sábados, domingos e feriados, às 11h, 14h e 16h
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