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Mesa-Redonda



TRANSFLUÊNCIAS: SABERES ANCESTRAIS EM VOZES FEMININAS

25 de Agosto de 2022 | 19h às 21h
Com Eunice Antunes e Juliana Kerexu

Curadoria e mediação: Evelyn Schuler Zea

 

A atividade foi cancelada por um imprevisto de ordem pessoal de uma das convidadas e será remarcada oportunamente.


Mulheres indígenas engajadas na criação cultural de seus povos se encontram para dialogar sobre desafios da interculturalidade e questões de gênero, bem como sobre “tradução” e circulação de valores ancestrais em sociedades capitalistas. Resultante de uma cooperação entre o Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida e o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o ciclo de conversas se oferece como um espaço de escuta e visibiliza a contribuição das intervenções femininas em defesa dos direitos indígenas.

  

Esta atividade conta como crédito para o Programa Formativo para Tradutores Literários e para o Programa de Aprimoramento em Tradução Literária.

 

Grátis.

 

Eunice Antunes Kerexu Yxapyry, liderança Guarani-Mbya, coordena a Comissão Guarani Yvyrupa, organização que atua na defesa territorial do Povo Guarani, habitante da Mata Atlântica no Sul e Sudeste do Brasil. Também é coordenadora-executiva da APIB (Articulação Nacional dos Povos Indígenas do Brasil), cofundadora da ANMIGA (Articulação Nacional de Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade) e fundadora do Centro de Formação Tataendy Rupa. Em sua trajetória de luta, atuou intensamente para a homologação da Terra Indígena Morro dos Cavalos, e também no campo da educação e meio ambiente. É gestora ambiental formada pelo Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e mestranda em planejamento e gestão territorial na UDESC (Universidade Estadual de Santa Catarina).

Juliana Kerexu, artesã, escritora, poeta e professora de Guarani-Mbya, é cacique da tekoa Takuaty na Ilha da Cotinga, localizada no litoral do Paraná e a primeira da região liderada por uma mulher. Junto com sua comunidade da Tekoa Takuaty mantém a tradição do cultivo do milho avaxi ete.

Evelyn Schuler Zea é antropóloga e professora dos programas de pós-graduação em Antropologia Social e em Estudos da Tradução da UFSC.

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